Poema


Solstícios *

Alguns dias escurecem
certo tempo mais que outros.
Inda bem que não são muitos,
todavia, nem são poucos.
É que o eixo vertical,
que na Terra é normal,
possui uma inclinação,
que muda a quantidade
da luz do sol que invade,
conforme a translação.

Dia vinte e um de junho
é solstício de inverno.
É um dia tão escuro,
quanto duro é o aderno.
Nele o sol nasce mais tarde
e por pouco tempo arde,
despedindo-se mais cedo.
Inaugura uma estação
d'outro lado do verão,
com seus típicos folguedos.

Para trás ficou o outono
abstraindo suas folhas.
Para frente a Primavera
a brindar novas escolhas.
Tendo estas estações
entre invernos e verões
dias claros medianos.
Nem pouquinho nem bastante,
razoável, radiante,
mantendo os seus planos.

E depois vem tempos claros
com o solstício de verão.
Dia vinte e um, dezembro,
co'a maior insolação.
Pois o sol nasce mais cedo
e mais tarde faz arredo
clareando muito o dia.
Cada ano é desse jeito,
cada passo é perfeito
na dança da astronomia.


*(sols.tí.ci:o) sm.
1. Época do ano em que o Sol, em seu movimento aparente no céu, está mais afastado do equador, o que ocorre em 21 ou 23 de junho (solstício de inverno no hemisfério sul, e de verão no hemisfério norte) e em 21 e 23 de dezembro (solstício de verão no hemisfério sul, e de inverno no hemisfério norte.
F.: Do lat. solstitium,ii]
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