Depressão Natalina

Rosangela Pires Trindade


Quando o fim de ano se aproxima, surgem as vitrinas coloridas de verde e vermelho e a figura do bom velhinho em todos os cantos.  Isso nos remete a um passado próximo e começamos a pensar no que não fizemos, no que deu errado e que estamos do mesmo jeito do ano que passou.

Isso tudo porque não conseguimos, muitas vezes, alcançar os objetivos materiais, se é que tínhamos bem definidos, pois a vida devolve o que damos a ela.  Se você é do tipo para mim qualquer coisa está bom, a vida dará a você qualquer coisa.  Se você tem objetivos e desejos  definidos, a vida corresponderá com eles e não dará qualquer coisa à você, até porque você não aceita e essa é a grande diferença.

Não podemos acordar um só dia de nossa existência sem um objetivo bem definido a ser alcançado.  Não podemos levantar da cama sem passar uma boa mensagem às nossas células do tipo; está tudo bem e este é mais um dia maravilhoso cheio de oportunidades.  O seu cérebro mandará essa mensagem a todas as suas células e elas incorporarão a mensagem, estando pronto a começar o seu dia, complementado de uma prece.

É preciso pensar, sentir e imaginar para poder criar, por isso devemos ter o extremo cuidado com o que pensamos e sentimos, pois é isso que 

estamos criando para o amanhã. Shakespeare não estava sendo metafórico quando disse: “Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.

É justamente a falta desses projetos pessoais que nos faz sentir falidos ou derrotados ao término de mais um ano, com a péssima sensação de que o ano passou e tudo continua igual.  No entanto, devemos observar alguns pontos favoráveis como a preservação da condição que tínhamos, pois não perder já é um ganho, óbvio que não devemos viver ou trabalhar apenas para não perder, mas também para agregar valores morais, espirituais e materiais, a cada dia, a cada ano.

Assim, além de avaliarmos o que não conseguimos materialmente, devemos pensar no que conseguimos preservar e mais que isso, avaliar se houve conquista moral com a superação de si mesmo, uma tarefa árdua e também, se tivemos conquistas espirituais fortalecidas na fé que nos ajuda na superação das intempéries diárias com a esperança de que amanhã será melhor.

Não se deixe levar pelo derrotismo, não baixe a cabeça e nem se entristeça, mas olhe adiante e veja as infinitas oportunidades que tem para melhorar a sua condição.  E isso pode começar agora, já, pois basta um impulso de sua boa vontade que o moverá para uma ação equivalente. 

Assim, não podemos dizer exatamente depressão natalina, mas uma tristeza, angústia e vazio interior, que se não tratado pode sim evoluir.  Espante o vírus mortal do desânimo, com atitude e fé de que pode ser melhor.  Vigie os seus pensamentos e sentimentos e substitua-os por coisas prósperas e positivas.  Assim, vai criando uma atmosfera positiva em sua mente, no seu corpo e ao seu redor, dando condições para que dia-a-dia você suba mais um degrau rumo à felicidade à qual você foi destinado.

Alegria, sorriso, gratidão e atitude certamente farão a diferença. 

Trace seus objetivos direito, ou seja, com começo, meio e fim e mova-se em direção a eles. 

Nada de braços cruzados à espera de um milagre, pois este só você é capaz de fazer.

Não espere mudanças imediatas, afinal não consertamos em um dia o que fizemos indevidamente ao longo de um ou vários anos.  O fato é que se você não começar, não conseguirá transformar. Comece com muita fé em você, com a autoestima lá em cima.  Afinal, você é dono de virtudes também e, diariamente, através dos seus esforços pessoais, começa a construir uma história diferente.

Out-2009


Rosangela Pires Trindade

Consultora Motivacional - Terapeuta

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