Rio + 20, e eu com isso?

Ivan da Cunha


18.06.2012

De 13 a 22 de Junho de2012 a cidade do Rio de Janeiro recebe a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. É um dos eventos mais importantes do ano, onde inúmeras forças de todo o mundo discutem o futuro sustentável de nosso planeta e as políticas que irão guiar, talvez, os próximos vinte anos.

Este evento deveria ser transmitido como uma olimpíada, em que os países com suas torcidas organizadas pressionariam seus governantes à aceitação de suas ideias. Televisão, rádios e jornais fariam cobertura integral do evento. E nós torceríamos para que nosso gingado brasileiro conseguisse assinar tratados de mudanças mais efetivas nos comportamentos governamentais do mundo.

Porém o que se nota é a indiferença da mídia e da maioria da sociedade. Uma verdadeira anestesia espiritual onde o que mais se houve é: “E o que eu tenho a ver com isso?”.

Parece que ainda não compreendemos que Responsabilidade Social não é filantropia, mas ação responsável no mundo que reflete o entendimento de que a felicidade individual passa pela coletiva.

O tema incomoda porque alerta que as mudanças de nosso planeta, país, cidade ou bairro, não passam somente pelos governos, mas por mudanças de hábitos e comportamentos de cada um de nós. Isso tudo lembra uma pequena história.

O instrutor de um grupo de jovens chegou para seus alunos e perguntou:
– Quem de vocês quer ir para o céu? Todo mundo levantou a mão, com exceção de um rapaz.
O instrutor pensou: “Acho que este rapaz não escutou direito”, e perguntou de novo:           
– Quem quer ir para o céu? Todos levantaram a mão de novo, menos o rapaz.           
Então o instrutor começou a falar das belezas que existem no céu e resolveu insistir:
– Vou perguntar pela última vez! Levante a mão: quem de vocês quer ir para o céu? Todo mundo levantou a mão, menos o rapaz. Então o instrutor olhou para ele e perguntou:           
– E você rapaz, quando morrer, não quer ir para o céu?           
Então o rapaz se ajeitou na cadeira e respondeu:
– Ah bom! Quando eu morrer quero ir para o céu sim… Quando o senhor perguntou, eu pensei que era pra ir agora.            

Essa história alerta que todos queremos boas coisas para nossas vidas, mas não estamos dispostos a pagar o preço, ou seja: deixar certos hábitos e comportamentos nocivos que atrapalham nossa jornada.

“Mas no que minha atitude irá mudar algo?” Primeiro que você não está só, mais 10.000 pessoas estão lendo este artigo nesse momento e, segundo, veja o que disse Madre Teresa de Calcutá: “Nesta vida, não podemos realizar grandes coisas. Mas podemos fazer pequenas coisas com grande amor.”

E um gesto, um exemplo feito com amor pode inspirar a atitude de centenas de pessoas.

Pense nisso!

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Enviado pelo autor em 13.06.2012

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