Planejando um ano "realmente" novo

Ivan da Cunha


13.01.2012

Feliz Ano Novo! 

Muitos comeram lentilhas, usaram roupas brancas, pularam ondas e fizeram todo tipo de “malabarismo” possível para que seus sonhos e promessas se realizem, afinal realmente desejamos um ano melhor.

Quando se aproxima o final de Janeiro, no máximo até o final do carnaval, costumo dizer que as pessoas entram quase que em uma depressão coletiva, pois percebem que a magia do ano novo passou e que tudo continua “na mesma”. Os mesmos problemas, os mesmos conflitos, o mesmo trabalho, enfim a mesma vida.

Isso ocorre porque ficamos a “desejar” um ano melhor, sem nenhum planejamento, e esperando que por milagre nossos sonhos se realizem com o menor esforço possível. 

É necessária a coragem de passar de “desejar” para “construir” um ano melhor!

Lembro um pequeno conto que diz:

Um homem caminhava pela floresta quando viu uma raposa aleijada e pensou: “Como será que ela se alimenta?”. Escondeu-se nos arbustos e ficou a observar, quando um leão se aproximou, com um animal entre os dentes. Comeu sua parte até que estivesse saciado e deixou o que havia sobrado para a raposa.

O homem ficou maravilhado e refletiu: “Agora eu entendi o ensinamento. Não vim aqui por acaso, mas para apreender algo. Se Deus ajuda uma raposa, de certo irá me ajudar também”. Voltou para sua casa, trancou-se, colocou sua bermuda e chinelos, deitou no sofá e ficou esperando que a comida lhe caísse dos Céus.

Nada aconteceu. Quando já estava ficando fraco demais para sair de casa e trabalhar, um anjo apareceu. Ele indignado questionou: “Eu não entendo, eu vi que neste mundo nem mesmo uma raposa aleijada fica desamparada, porque o mesmo não ocorreu comigo?” Então o anjo lhe respondeu: “Você entendeu errado caro amigo. Era para você seguir o exemplo do leão. Agora se levante, pegue suas ferramentas e siga o caminho correto.”

São inúmeras as questões que sentimos que precisam ser trabalhadas e que despertam nossos desejos de ano novo. Mas é preciso que avancemos em nossa caminhada. As promessas não cumpridas se tornam frustrações que nos deixam fragilizados e que minam pouco a pouco nosso entusiasmo e nossa capacidade de sonhar. Assim como em nosso pequeno conto, muitas vezes escolhemos os caminhos mais fáceis por preguiça ou medo. Precisamos entender que a felicidade é um caminho que precisa ser construído e que por mais longa que seja a caminhada, o importante é dar o primeiro passo. 

Pense nisso!


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Enviado pelo autor em 08.11.2011

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