Feliz Tempo Novo

Ivan da Cunha


10.11.2011

Mais um final de ano se aproxima e junto do cansaço natural vem também um sentimento, que para muitos chega a ser verdadeiro incomodo. É a avaliação do ano vivido.

É o final de um ciclo. Sempre que algo simboliza final de ciclo, um fator psicológico é acionado e nos sentimos impulsionados a olhar para trás e rever o que passamos.

Por exemplo, ouvem-se vários depoimentos de que quando alguém passa por uma situação de risco de morte, revê sua vida passar em segundos. Da mesma forma quando alguém encerra um ciclo em uma empresa ou mesmo na família, naturalmente o passado vem à tona queiramos ou não e trás consigo o pacote do que criamos para nós e para os outros.

Ignorar este processo é perder ótima oportunidade de crescimento emocional. Claro que não é fácil até porque iremos relembrar não somente bons momentos, mas também inúmeras promessas não cumpridas e muitos caminhos e descaminhos que fizeram parte desta jornada.

Porém isto é mais importante do que parece. Olhar com calma e fazer um sincero balanço do que fizemos, alicerça e fortalece as decisões de futuro. Até porque o que nos causa as maiores decepções não são as grandes promessas não cumpridas, mas as pequenas. Claro que os grandes planos não cumpridos causam algum desagrado, mas não são eles os responsáveis por minar a motivação e entusiasmo.

As pequenas promessas estão nas situações diárias e quando com frequência não são cumpridas tornam a pessoa infeliz por não ter comprometimento consigo.

O tempo para ir ao cinema e ao teatro, a festa que pretendia participar, o tempo para o passeio com a família, o exercício em prol da própria saúde, o período de sono não realizado, a doação de tempo para a caridade, a leitura de algum livro. São inúmeras situações e que vão aos poucos se transformando em foco de profunda decepção e desencanto pela vida quando mal trabalhados.

Precisamos ter coragem e desenvolver maturidade para enfrentar estes momentos entendendo sua importância na construção de passos futuros mais seguros. Não podemos esquecer que hoje somos o resultado do ontem e que amanhã seremos o resultado do hoje.

Se estivermos no fundo de um poço e quisermos sair de lá a regra básica é parar de cavar.

Analisar nossa participação no ano que finda é importante fator na construção do equilíbrio interior, pois tem gente que ainda diz: “... mas se aprende com os erros...”, quando na verdade, como todo pedagogo sabe não se aprende com os erros, mas com a correção dos erros. Caso contrário o melhor modelo pedagógico seria errar bastante. 

Pense nisso!


Venha debater estes e outros assuntos no blog do autor: http://ivandacunha.wordpress.com
No BLOG você também encontra a coletânia de textos do Boletim Espírita "O Homem no Mundo"
Para indicar este boletim a um amigo envie um e-mail para: icunha@uol.com.br
Enviado pelo autor em 08.11.2011

(O texto publicado neste espaço é de responsabilidade e direito de seu autor e não precisa, exatamente, refletir a opinião deste site.)


Envie seu Comentário

 

Nome: 
E-mail:  
Ao enviar seu comentário, automaticamente você está autorizando sua publicação,
que poderá ocorrer ou não, conforme critérios ético e moral.