Escravos dos Tempos Modernos

Ivan da Cunha


05.05.2012

O trabalho é uma lei da natureza, visto que até mesmo o menor dos seres trabalha para que seu corpo seja protegido, seu alimento conquistado e a espécie preservada. O trabalho é uma necessidade para que o ser humano avance e se desenvolva.

Devemos reconhecer que a total ociosidade seria um suplício e o sentimento de que somos úteis traz satisfação para nosso espírito. Mas se o trabalho é algo natural à criatura humana e pode trazer benefícios físicos e psicológicos, por que a grande maioria vê o trabalho como um martírio?

Nos domingos, quando começa o “Fantástico”, da Rede Globo, muitos entram em sofrimento porque a segunda está prestes a chegar. E quando começa a segunda já sonhamos com a sexta. Começamos a trabalhar e o mais recorrente pensamento é o da aposentadoria. Para muitos, levantar e ir ao trabalho gera até sofrimento físico.

Isto ocorre porque os ambientes das empresas são completamente insalubres em nível emocional. A prova disso é o aumento crescente das doenças emocionais e psicossomáticas (nascem na mente e impactam no corpo) que se originam no local de trabalho.

Vivemos uma sociedade que é baseada em consumo, a felicidade e o bem estar dos trabalhadores não são levados em conta, o que vale é o lucro gigantesco das instituições.  A competição é explorada ao limite e o homem se torna um ser cada vez mais desconfiado, solitário e depressivo, sofrendo pressões que transformam sua vida no ambiente profissional em um verdadeiro inferno.

Somos os escravos dos tempos modernos, e as chibatadas psicológicas têm causado marcas profundas e muitos de nós caminhamos como verdadeiros mortos vivos presos na angústia da rotina destruidora que nos leva a trabalhar mais, para consumir mais.

As empresas deveriam ser, antes de tudo, um espaço de convivência. Aprendemos sempre que a caridade começa em casa. Então a preocupação inicial de uma organização deveria ser com o bem estar e a felicidade de seus funcionários, seguidos pela felicidade das famílias deles, da comunidade e assim por diante.

Durante muito tempo as lutas dos trabalhadores foram destinadas à melhoria dos salários e garantias sociais, mas será que isto basta para os dias de hoje?

Não! A grande luta de agora deverá ser por qualidade de vida nas organizações!

Patrão e empregado precisam deixar de ser escravos desse sistema cruel e massificante.

Começar a pensar um país não só pelo PIB (Produto Interno Bruto), mas por um FIB (Felicidade Interna Bruta) seria a chave para uma sociedade mais justa, mais fraterna e mais feliz. Afinal, do que adianta ganhar o mundo e perder a si mesmo?

 

Pense nisso!

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Enviado pelo autor em 17.02.2012

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