Em tempos de crise

Ivan da Cunha


28.08.2011

Não há dúvida de que estamos vivendo grave crise mundial. Crise que começou em 2008 no setor financeiro e que em 2011 se espalha de forma mais grave por todos os setores da sociedade.

Mas verdadeiramente de onde vem esta crise?

A crise mundial reflete a imensa crise moral e ética que desde muito tempo invade a alma da criatura humana. Nossa civilização sofre a crise da perda dos valores humanos fundamentais. O modelo de mundo que vivemos é baseado em fórmulas que privilegiam o egoísmo, a vaidade, o lucro sem limites e o cada um por si e Deus por todos. Caem finalmente as máscaras de bondade e bonança que somente serviam para esconder os interesses mesquinhos de alguns governantes do mundo.

São conceitos de vida fadados à decadência e a ruína. Os duros momentos que enfrentaremos no mundo são somente mais um capítulo da livre semeadura e da colheita obrigatória.

Lamentavelmente muitos sofrimentos ainda serão necessários para que o homem discuta a raiz moral dessa crise. Até o momento tudo que se vê são análises da crise voltadas à preocupação de perda de lucros e diminuição de vendas. Poucos avaliam a crise como a necessidade de iniciar o pensamento de um novo mundo que seja baseado na fraternidade e na educação dos espíritos

Recomendo a leitura das obras do antropólogo, sociólogo e filósofo francês Edgar Morin. Em especial “O Método (seis volumes)” e “Os sete saberes necessários para a educação do futuro”. Morin é considerado um dos mais importantes pensadores contemporâneos e nestas obras é tratada, de maneira perfeita, a necessidade imediata de mudança de rumo e de uma educação voltada para o Universo, além de antever as dificuldades que estamos vivendo nos dias atuais.

Na China, o mesmo símbolo utilizado para crise é utilizado para oportunidade, portanto aproveitemos a oportunidade de analisar nossos sentimentos, nossa ação no mundo e que se fortaleça o entendimento de que a união em torno da transformação deste mundo é medida prioritária para que sofrimentos sejam amenizados. 

Estamos diante de um grande momento para que os Homens de Bem, não digo perfeitos, mas os que não se corrompem e não pensam somente em si, assumam posições de liderança na sociedade para que alcancemos os objetivos de justiça e fraternidade tão necessários no mundo.

Lembremo-nos do médico do amor, Jesus, para que com seu Evangelho, código de moral e conduta ao nosso lado tenhamos força, discernimento e coragem de agir neste longo processo de reconstrução de nós mesmos e consequentemente de nossa sociedade.

Pense nisso!

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