Caramujo africano

Egberto Spioni


27.01.2012

Comum no verão o caramujo africano pode colocar em risco a saúde das pessoas, a praga urbana se prolifera com facilidade e deixa em alerta as Secretarias Municipais de Saúde.

A forma ideal para conter o molusco é queimá-lo, e logo em seguida enterrar a carapaça para que não acumule água e vire criadouro do mosquito da dengue.  Lembrando ainda, que o manuseio deve ser feito sempre utilizando luvas. Os caramujos recolhidos também podem ser esmagados, cobertos com cal virgem e enterrados.

Não é recomendado jogar sal, pois a secreção que fica no chão pode causar doença - caso o crustáceo esteja contaminado por microorganismos pode afetar o sistema nervoso central do homem, causando cegueira e meningite. O contato com o caramujo também pode provocar problemas intestinais graves.

Curiosidade

O caramujo africano foi trazido para o Brasil de forma ilegal na década de 80 por produtores rurais. Eles buscavam uma alternativa mais rentável para substituir o escargot, um molusco apreciado na França como uma iguaria gastronômica. O negócio não deu certo e os caramujos acabaram abandonados. Diferente do verdadeiro escargot, que é bem menor e tem a concha quase redonda, o caramujo africano é estranho e chega a ser repulsivo. Ele é grande e escuro e quando adulto pode medir 15 centímetros de comprimento e pesar 200 gramas. 


Egberto Spioni
Biólogo - especialista em Controle de Pragas Urbanas.  
Fones 2937-9180  /  8117-8089
www.guaruclean.com.br

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