Uma utopia chamada Guarulhos

Ari Carlos da Rocha


01.12.2011

Comemoramos 451 anos com uma grande festa em nossa cidade, e o começo de uma reflexão importante.  2012 é ano de eleições.  É a cidade que vem se preparando para este ato de grande importância que decidirá seus rumos.  É preciso surgir novos políticos e, com eles, uma nova gama de eleitores. Se os problemas urbanos se complicam e se sofisticam com a chegada de novos moradores, estes trazem também novos eleitores que apontam para novas soluções ao se envolverem na construção da utopia chamada Guarulhos.

Aniversário da cidade, 451 anos.  É hora de refletirmos seriamente sobre a função da atividade política em nossa cidade. Vereador é quem cuida das veredas, das ruas e consequentemente do futuro da cidade, fazendo com que a utopia chamada Guarulhos aconteça realmente. Vocês fazem as leis, portanto, são responsáveis por imprimir à cidade qualidade de vida compatível com o desenvolvimento econômico.

Tratemos com respeito a atividade política sem deixá-la corromper por grupos econômicos quase sempre mal-intencionados. Destruir, vandalizar e dilapidar o patrimônio público é fruto de uma ignorância crônica, já que, reconstruir uma história de vida é quase impossível.

Quem quer ter um futuro sadio precisa preservar raízes, assim, preservemos as nossas vilas e casarões em face a esta crescente especulação imobiliária. O poder econômico não pode vir tudo comprando, colocando por terra monumentos importantes da nossa história. O que sobrou do trem da Cantareira? Muito pouca coisa. Na Vila Galvão, por décadas, nos anos 50 e 60 a população pegou água na antiga fonte com cabeça de leão, que ficava ali no final da Rua 13 de maio. De repente veio o “progresso” e, simplesmente, martelaram tudo reduzindo a pó todas as lembranças.

Guarulhos não pode perder este ar de cidade interiorana que todos elogiam. Para isto, O nosso patrimônio histórico e cultural não pode ser engolido pelo gargalo insensível das transformações econômicas. Quando muitos sonham juntos criam com isto sementes de realidade. Uma realidade perfeitamente possível para esta Utopia chamada Guarulhos.

É neste sentido que proponho esta reflexão neste dia de Guarulhos.

ARI CARLOS DA ROCHA é Sociólogo, pela USP, Professor e Diretor da UNEGRO (União dos Negros pela Igualdade) de Guarulhos.

Saiba mais sobre este autor, no site www.leguarulhos.com.br

(O texto publicado neste espaço é de responsabilidade e direito de seu autor e não precisa, exatamente, refletir a opinião deste site.)

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